"Era contra Jorge Jesus e converti-me, não ficamos é reféns de ninguém"

"Era contra Jorge Jesus e converti-me, não ficamos é reféns de ninguém"
Frederico Bártolo

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O candidato do "Todos P'lo Benfica" para a liderança da SAD, Bruno Costa Carvalho, em entrevista a O JOGO.

Bruno Costa Carvalho defende no programa eleitoral que tem de haver uma ideia de jogo clara e independente do treinador. Recusa, portanto, dar tudo a um técnico, porém elogia o exigente Jorge Jesus.

"A ideia de jogo e política de contratações é autónoma ao treinador, mas Jorge Jesus encaixa-se e está muito bem. Privilegia a posse de bola e o futebol espetáculo e, como disse, achei incompreensível a sua saída em 2015. Em 2009 era contra ele e converti-me a Jesus: fez um grande trabalho e não devia ter saído. Gosto dele e encaixa perfeitamente na dinâmica. Não ficamos é reféns de ninguém", advoga, desvalorizando a polémica braçadeira de Otamendi:

"É jogador do Benfica, foi uma escolha de balneário. Não acho que seja a Direção a ter de decidir os capitães, há um grupo e não vale a pena a polémica."

Confiando no "excelente scouting" do Benfica, Bruno Costa Carvalho assume a importância do Seixal, mas quer dar tempo para os jovens amadurecerem sem a pressão de serem figuras:

"O Seixal tem de existir e é a grande obra de Vieira. Ninguém a pode criticar. Devemos formar jogadores para os AA, já chegaram lá vários, mas não têm tempo para amadurecer. A vontade de vender é grande. Tirando o caso de João Félix, que ninguém pode criticar pelo valor astronómico que foi, os outros...Guedes foi entregue ao PSG [30 M€], o Renato Sanches [35 M€ mais variáveis que podiam chegar aos 80] enquanto não se vendeu ao Bayern não se descansou. Temos quatro fontes de arranjar jogadores: internacionais conhecidos; scouting para alvos bons e não tão caros; os melhores do campeonato português e depois a formação. Não é uma fórmula matemática, pois depende das gerações."