"Pensei encerrar a carreira em janeiro, não me deixaram falar com o presidente"

"Pensei encerrar a carreira em janeiro, não me deixaram falar com o presidente"

Aos 35 anos e depois de cinco temporadas a vestir de vermelho, Jonas deixou os relvados. Depois dos minutos frente ao Anderlecht, na quarta-feira na Luz, o esteve na BTV onde se despediu da carreira de futebolista com muita emoção.

Sobre a despedida: "Tive de respirar fundo, estava muito ansioso e pensativo, à espera deste momento. Está a ser difícil dormir mas é por uma boa causa. O que vivi quarta-feira na Luz deixa-me feliz por ter acabado aqui, como queria e desejava. Eu e a minha família estamos muito felizes por isso ter acontecido. Vamos ficando mais velhos e mais emotivos. Mas sabia que daqui em diante não iria jogar o que gostaria"

Aplausos no adeus: "Foi uma mistura de sentimentos, senti que era o meu último momento de jogador. Estar ali a terminar na Luz era um sonho, conseguido com muito trabalho e sacrifício. Estava sorridente pois era assim, feliz, que queria acabar a carreira, no momento certo".

A lesão: "Não dava mais. Já há dois anos que tenho essa lesão lombar, mas no últimas as dores foram muito mais intensas, nos treinos, nas viagens. Comecei a época depois dos meus colegas e perdi tempo aí. Voltei confiante, em dezembro, janeiro mas quando tive a segunda crise, em janeiro quando parei, eu próprio mandei mensagem à família dizendo que ia ver se chegava ao fim da época. Chegava dos treinos e dos jogos com muitas dores. Tive uma conversa com Bruno Lage, até pensei encerrar a carreira em janeiro. Cheguei a falar com Tiago Pinto, Rui Costa e queria falar com o presidente, mas não deixaram. Eles tranquilizaram-me, Bruno Lage chamou-me e disse que teria de acabar como campeão, dentro de campo. Deu-me uma confiança e força essenciais. Ele dizia que ia treinar 20 minutos e descer para alongamentos"

Não viajar para o estrangeiro: "Foi tudo programado, estou muito grato a Bruno Lage"

Sobre Luís Filipe Vieira: "Tem uma humildade incrível e e isso mexeu comigo desde que cheguei. Isso e a proximidade dele com os jogadores, nunca vi algo assim. O presidente está sempre no Seixal connosco. Quando assinámos a rescisão estava de fato de treino, trabalha 24 horas pelo clube, para nos dar coisas boas, com humildade, conhecimento e caráter. Vou levar para sempre esse respeito e carinho".

Sobre a rescisão: "Houve respeito, carinho e a parte financeira não foi principal."