"Não entendo Paulo Gonçalves no negócio Darwin, ninguém acredita que seja coincidência"

"Não entendo Paulo Gonçalves no negócio Darwin, ninguém acredita que seja coincidência"
Frederico Bártolo

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Em entrevista a O JOGO, Bruno Costa Carvalho, candidato do "Todos P'lo Benfica" para a liderança da SAD, defende Luís Filipe Vieira quanto ao caso dos e-mails, mas é mais incisivo quanto à transparência.

Na parte política da entrevista, Bruno Costa Carvalho defende Luís Filipe Vieira quanto ao caso dos e-mails e diz nada julgar quanto ao estatuto de arguido do líder encarnado na "Operação Lex".

"Vamos separar as coisas. De assuntos de vida privada não falo, como é o caso da Operação Lex. É uma questão que tem de ser ele a resolver. Passou a ser acusado e havia tradição de que quem era acusado sair do clube. Assim foi com José Veiga e Paulo Gonçalves, mas eles não eram presidentes. Os presidentes, pelos vistos, não funcionam assim em Portugal. No entanto, não me meto. Nos vouchers e e-mails é diferente. Em dois anos não há prova de esturro. Não há prova inequívoca e considero que foi uma campanha para atacar o Benfica. Não vou prejudicar o Benfica condenando isso e não admito que ataques exteriores sejam usados internamente. Foi o que disse numa AG. As vitórias do Benfica foram limpas e em campo, aliás até tivemos melhores plantéis e perdemos ainda assim", comenta, passando a abordar a ideia de Vieira de convidar as listas a pertencer ao Conselho Fiscal.

"A oferta de Vieira é generosa, aplaudo-a. Não tenho desconfiança das contas. Critiquei-as, mas agora gosto delas. Agora o Conselho Fiscal é das contas do clube e as coisas passam-se na SAD", disse, sendo mais incisivo quanto à transparência: "Não entendo negócios como o Paulo Gonçalves entrar na transação do Darwin. Parece-me incrível e ninguém acredita que seja coincidência."

Quanto à lista de Noronha Lopes, que contestou as assinaturas digitais da lista de Bruno Costa Carvalho, ficou a insatisfação.

"Estendemos a mão para uma candidatura única de alternativa a Vieira, mas há um limite. Quiseram eliminar-nos na secretaria. As pontes foram queimadas", diz, falando da política de proximidade aos rivais: "Há um passado marcado negativamente que torna impossível falar com o FC Porto. Estreitar laços com o FC Porto de Pinto da Costa é difícil. Com o Sporting é possível: tem um presidente normal e com coragem, pela batalha com as claques, como é Frederico Varandas."