Rami fala sobre a opção pelo Boavista e o papel fundamental de Luís Campos

Rami fala sobre a opção pelo Boavista e o papel fundamental de Luís Campos

Rami assinou pelo Boavista neste verão depois de um ano complicado na Turquia e na Rússia. O defesa-central diz que Luís Campos foi decisivo para o acordo.

Adil Rami trocou o Sochi, da Rússia, pelo Boavista neste verão e Luís Campos, diretor desportivo do Lille - o clube francês tem uma parceria com os axadrezados -, teve um papel fundamental na decisão do defesa-central de 34 anos.

O campeão do mundo pela França diz que no Sochi não recebeu ordenado e que, com todos os problemas dos últimos anos, pensou em desistir do futebol. No entanto, o futebolista continuou a treinar para recuperar a forma e foi ganhando motivação para voltar aos relvados e das propostas que recebeu, a dos boavisteiros foi a que mais agradou.

"Este ano foi complicado com o coronavírus. Depois do Fenerbahçe, fui para a Rússia, gosto de descobrir novos países, novos campeonatos. Mas quando lá cheguei, estávamos confinados. Recusaram-se a pagar-me com o pretexto da pandemia e não joguei nem uma partida. Mas a culpa não é minha. Nessa altura, disse a mim próprio que ia deixar o futebol, que estava farto, que tinha passado demasiado tempo desde que tinha jogado um jogo, que demasiadas pessoas estavam a tentar afogar-me, incluindo uma pessoa de Marselha", recordou em entrevista ao La Provence.

"Comecei a treinar com um preparador físico, mas sem convicção. Disse-lhe: 'Treino contigo todas as manhãs enquanto os meus amigos estão a festejar. Toda a gente está a apanhar sol, há biquínis por todo o lado a passear e eu venho treinar enquanto já não quero jogar futebol!'. Mas depois, à medida que o tempo passava, sentia-me cada vez melhor. Após duas a três semanas, comecei a ganhar músculo. E regressei numa manhã com vontade. Continuámos", explicou o experiente central, que atribuiu a Luís Campos um papel muito importante para a decisão de rumar a Portugal.

"Tive clubes a chamaram-me de vários sítios. O Reggina (Itália) falou comigo, gostei do discurso deles, e disse que se fosse era para subir de divisão. Mas, entretanto, apareceu o Boavista e falamos. O discurso foi mais gentil, deram-me tempo para trabalhar o meu físico. Além disso, o projeto está ligado ao Luís Campos, que é uma pessoa que eu admiro. Então disse: 'Vamos a isto!' Preciso de pessoas como o Luís Campos para ser bom dentro de campo. Ele sabe como falar com os jogadores. O seu discurso, a sua foram de ligar com os jogadores... queremos dar a vida por ele", explicou.