Carvalhal: "Já cometi a asneira de dizer que um dérbi era mais um jogo…"

Carvalhal: "Já cometi a asneira de dizer que um dérbi era mais um jogo…"
Tomaz Andrade

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Carlos Carvalhal, treinador do Braga, considera que o lado emocional do dérbi minhoto pode ter algum peso no rendimento das equipas e afasta a ideia de mudanças profundas no onze devido à acumulação de jogos.

O Braga vai chegar ao dérbi minhoto após três vitórias consecutivas, a mais recente para a Liga Europa, mas isso pode não significar muito. Tratando-se de um dérbi, o treinador arsenalista diz que tudo pode acontecer, com percentagens iguais de êxito para as duas equipas.

"Nunca se pode dizer que um dérbi é mais um jogo. Uma vez cometi essa asneira em Inglaterra antes de um Sheffield Wednesday-Sheffield United e eles não entenderam. Pode-se dizer que na sua essência todos os jogos são iguais, embora um dérbi tenha sempre um lado emocional, mesmo sem adeptos", apontou Carlos Carvalhal, que vai participar pela primeira vez num dérbi enquanto treinador. "Depois de um Freamunde-Paços de Ferreira, um Sporting-Benfica, um Sheffield Wednesday-Sheffield United, um Sheffield-Leeds ou um Besiktas-Galatasaray já não há espaço para ansiedade. Vamos encarar este jogo com a importância que ele tem".

Nos últimos dez encontros entre o Braga e o Vitória, os arsenalistas apenas perderam uma vez, um histórico que, segundo Carvalhal, não traz mais pressão para a sua equipa. "Para mim, mesmo que o Braga tivesse perdido os últimos 20 dérbis, este seria sempre encarado para ganhar. Para mim, como treinador, isso não me aquece nem arrefece. Esta equipa está formatada para vencer jogos".

A mudança de treinador no Vitória obrigou a equipa técnica do Braga a fazer uma atualização rápida sobre a forma de jogar do adversário. "Fizemos uma análise cuidada. Há sempre diferenças quando entra um novo treinador, até na escolha dos jogadores. Temos um respeito enorme pelo Vitória, mas estamos a preparar-nos da melhor forma, identificando os pontos fortes e fracos. Esperamos fazer um bom jogo, se possível ao mesmo nível dos últimos".

Com um intervalo de 72 horas entre o duelo com o AEK e o jogo deste domingo, em Guimarães, Carvalhal entende que não é necessário fazer muitas alterações no onze devido a questões físicas. "Considero que muito do cansaço que se possa sentir é por se acreditar que se está cansado. Em Inglaterra não se fala em gestão física e os jogadores não entendem porque não podem jogar três dias depois do último jogo. Vamos perceber se há algum jogador que está em dificuldade e vamos falar com o departamento médico antes de decidirmos. Podem acontecer algumas mudanças".