Júnior Tavares sobre o coronavírus: "Muitas pessoas não levaram isto a sério"

Júnior Tavares sobre o coronavírus: "Muitas pessoas não levaram isto a sério"
Hélio Nascimento

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O jogador tem familiares no Brasil e mantém contacto diário, embora se sinta preocupado com as dimensões do vírus. Apesar de tudo, garante continuar focado na sua carreira e na do clube

"Passo os dias em casa. A Covid-19 paralisou todo o futebol e são pouquíssimas as ligas que ainda estão em atividade. Mesmo confinado a um espaço pequeno, tento manter a preparação da melhor forma", conta Júnior Tavares, ala brasileiro do Portimonense, que vai correspondendo aos pedidos e alertas das entidades de saúde.

"Desde que foi decretado o estado de emergência em Portugal, passei a treinar em casa, cumprindo os exercícios que a equipa técnica entregou a cada um dos jogadores", prossegue o lateral, resignado com o momento.

Apesar de todos os problemas, Júnior Tavares está focado na carreira e no clube, contando com o apoio de alguma família mais próxima, que vive igualmente em Portimão. "Tenho outros familiares no Brasil, o meu filho, mãe e irmã, com quem falo diariamente. Sei que estão bem", congratula-se, embora esteja também preocupado com o que se passa do outro lado do Atlântico.

"Este vírus apanhou todo o mundo de surpresa, todo o mundo desprevenido. Muitas pessoas não o levaram a sério, até verem em que se transformou. Isto está um caos. Agora temos de nos cuidar, ficar em casa e respeitar o próximo", diz ainda o brasileiro, que mantém os contactos com os companheiros e com os técnicos, sentindo assim algum conforto nesta hora de isolamento.

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"Acredito na recuperação"

Júnior Tavares tem 23 anos e chegou a Portimão já com a época a decorrer, emprestado pelo São Paulo. Foi lançado por Folha em setembro, frente ao FC Porto, mas depois lesionou-se e perdeu a titularidade, reaparecendo nas últimas jornadas. Realizou oito jogos, quase sempre como lateral-esquerdo, embora já tenha atuado mais adiantado no terreno. Apesar do penúltimo lugar da equipa na tabela, não atira a toalha ao chão: "Acredito muito na nossa recuperação. Quando o campeonato regressar, podemos reagir e sair dessa situação."