Um caso particular em Portimão: "Está num mundo estranho, nem fala inglês"

Um caso particular em Portimão: "Está num mundo estranho, nem fala inglês"
Hélio Nascimento

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Avançado iraquiano Mohanad Ali fala apenas a língua nativa e a única comunicação que estabelece é através de um intérprete. O presidente relata a situação do jogador.

Mohanad Ali, o iraquiano conhecido por Mimi, está a passar por dias difíceis. Não estão em causa a assistência e o apoio dado pelos responsáveis do Portimonense e por alguns companheiros, mas sim o facto de se encontrar isolado, num país que não conhece e cuja língua não compreende.

"O Mimi está num mundo estranho", resume Rodiney Sampaio, confrontado por O JOGO com a situação do avançado. Há um intérprete que o contacta diariamente, dando conta das preocupações do clube, limitando-se o jogador a permanecer no hotel onde reside; toma as refeições e efetua o plano diário de preparação passado pela equipa técnica. "O Mimi chegou ansioso, porque queria jogar de imediato e mostrar valor. Começou a jogar e ficou empolgado, mas esta paragem ditada pelo surto pandémico deitou por terra o seu contentamento", diz o presidente da SAD dos algarvios.

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Sem problemas ou alterações no estado de saúde, de resto sempre monitorizado pelo clube, Mimi sofre também com a distância. "Já passou mensagens nas redes sociais para o seu povo, tranquilizando os imensos fãs que o seguem, e está obviamente preocupado com a família."

Do lado do Portimonense, o mais importante é dar apoio psicológico e garantir-lhe que nada falta. "Ele sabe que tem de aguardar, porque virão dias melhores. Para complicar mais a situação, o Mimi nem fala inglês", desabafa Rodiney.