Premium O JOGO à conversa com Jorge Campos: "Há poucos como Marchesín"

O JOGO à conversa com Jorge Campos: "Há poucos como Marchesín"
André Morais

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O mítico ex-guarda-redes mexicano viu dezenas de jogos no América e explica o que torna o portista diferente da maioria.

Lembram-se de Jorge Campos, o lendário guarda-redes mexicano? O JOGO esteve com ele há pouco mais de dois anos, na Cidade do México, por altura da visita do FC Porto e de Iker Casillas, uma das referências de Campos, que como futebolista ficou tão conhecido pelas defesas que fez como pelos golos que marcou e até pelas camisolas coloridas que vestiu.

Agora, usa camisas e é comentador de televisão em Los Angeles, onde mora. Uma vez por semana, vai ao México para falar sobre o América ou o Cruz Azul. E quando a seleção mexicana sobe aos Estados Unidos, lá está ele para rever os compatriotas e analisar o desempenho de cada um. Dá-se a coincidência de o jogo da madrugada de terça para quarta ser precisamente entre o México e a Argentina, de Marchesín. "Um dos melhores de sempre que vi no México", analisa, contactado pelo nosso jornal. São mais de 30 anos a observar jogos daquele campeonato. Nos últimos anos, especialmente do América, o que lhe dá ainda mais autoridade para falar. "Foi o melhor guarda-redes da campeonato mexicano na última época, no América, mas já tinha estado muito bem no Santos Laguna. Na prática, é um dos melhores que já passaram por este campeonato e a mudança para o FC Porto não me surpreendeu nada", continua, a propósito. "Para o FC Porto ou para outro bom clube da Europa teria de ir. É um guarda-redes diferente, eficiente e de grande valor. Merecia-o. Há poucos como ele", insiste Jorge Campos.