Sobrevivente da Chapecoense termina carreira: "Não aguentava mais"

Sobrevivente da Chapecoense termina carreira: "Não aguentava mais"

Apesar de ter começado a treinar-se no passado mês de março, após cerca de dois anos de reabilitação, Neto não conseguiu lidar com a dor constante no joelho e na coluna

O defesa brasileiro Hélio Neto, um dos seis sobreviventes do acidente de aviação que envolveu a equipa de futebol da Chapecoense, na Colômbia, em 2016, anunciou esta sexta-feira o fim da carreira, em entrevista ao Globoesporte.

"O meu corpo não aguentava mais. As dores eram maiores que o prazer em jogar. Conversei com os médicos e em breve haverá uma declaração oficial do clube", disse o atleta natural do Rio de Janeiro.

Apesar de ter começado a treinar-se no passado mês de março, após cerca de dois anos de reabilitação, Neto não conseguiu lidar com a dor constante no joelho e na coluna, que o forçou a terminar carreira, aos 34 anos.

"No dia a dia não tinha dores, mas ao mais alto nível o meu corpo não suporta a dor no joelho e na coluna, que me entristece", contou.

O futuro do jogador pode passar pelo clube em outras funções, num ano de 2020 em que a formação de Chapecó jogará na segunda divisão do Brasil, após ter sido penúltima classificada no Brasileirão na temporada que terminou.

A 28 de novembro de 2016, o avião em que viajava a equipa brasileira Chapecoense, para disputar a primeira mão da final da Taça Sul-Americana com os colombianos do Atlético Nacional, despenhou-se a cerca de 50 quilómetros de Medellín.

Dos 77 passageiros do voo que transportava a equipa brasileira, sobreviveram seis pessoas, os futebolistas Jackson Follmann, Neto e Alan Ruschel, um jornalista, entretanto falecido, e dois tripulantes, uma comissária e um técnico do avião.