"Do fundo do coração: creio que podemos ser campeões do mundo"

"Do fundo do coração: creio que podemos ser campeões do mundo"
Rui Guimarães

Tópicos

Miguel Martins, o jogador do momento na Seleção Nacional, falou em exclusivo a O JOGO, revelando uma enorme ambição para este Mundial de andebol.

Miguel Martins entrou neste Campeonato do Mundo como uma verdadeira máquina. Aquele menino a quem, com apenas 16 anos, Ljubomir Obradovic augurou um grande futuro - "Tem o movimento dos andebolistas, pensa rápido, passa rápido, tem coragem de rematar à baliza, marca bons golos e defende", disse o sérvio em 2013 - está agora um senhor jogador.

"Eu tenho vindo a preparar-me juntamente com o grupo, preparamos a prova com a antecedência, fizemos treinos físicos e isso, paralelamente às exibições que tenho feito na Liga dos Campeões pelo FC Porto, fez-me chegar bem ao Mundial, com uma grande vontade de mostrar a minha qualidade", referiu o central a O JOGO, ele que, na primeira partida, com a Islândia, fez seis golos em sete remates e duas assistências e, anteontem, com Marrocos, marcou cinco em sete e ainda fez três passes para golo.

"A minha principal função é preparar bolas para os outros, mas eu sempre fui um central rematador e a equipa tem-me ajudado bastante. No jogo com a Islândia, por exemplo, marquei três golos com bloqueios de Portela", explicou Martins, deixando um alerta: "Eu já disse aqui no Egito que o mais difícil não é jogar bem uma vez, mas manter esse bom estado de forma. E é isso que eu quero, até porque estamos aqui para fazer algo grandioso e chegar às medalhas".

As medalhas têm sido um objetivo repetido por quase toda a comitiva da Seleção, sendo que o primeiro a falar nessa meta foi o técnico Paulo Jorge Pereira. Porém, o número 10 de Portugal pensa ainda mais alto e afirma-o com toda a confiança. "Creio que podemos ser campeões do mundo. Digo-o do fundo do coração. Temos gente que está nos maiores palcos, todos os jogadores são de grande qualidade, podemos rodar a equipa e estar sempre a um grande nível", justificou.