"Espanha baixou o ritmo e deixou-nos participar"

"Espanha baixou o ritmo e deixou-nos participar"
Paula Capela Martins

Tópicos

André Torres, português selecionador da Colômbia, reagiu à derrota frente à campeã do Mundo.

Treinador português comanda a seleção da Colômbia, que esta quarta-feira perdeu com Espanha (0-9) nos quartos de final do Mundial, que se disputa em Barcelona. É um dos técnicos lusos à frente de seleções (além de Fernando Fallé em Angola, Pedro Nunes em Moçambique, Carlos Amaral em Inglaterra, Luís Querido com a seleção feminina do Chile) e responsável pelo crescimento da Colômbia que passou do Mundial B até ao sexto lugar do Mundial de 2017. A OJOGO falou sobre os World Roller Games.

Quartos de final com Espanha: "Foi uma Espanha muito forte, com muita qualidade contra uma Colômbia que fez mais um jogo. Sendo a campeã do Mundo sabíamos que íamos ter muitas dificuldades. Não nos deixaram jogar, mas o que quero registar foi a atitude de enorme fair play de Alejandro Dominguez [ndr: selecionador de Espanha], que baixou o ritmo e deixou-nos participar um pouco no jogo. Foi um senhor. Foi o melhor amigo dos meus jogadores".

Significado do Mundial para esta Colômbia: "Significa evolução. É especial e importante estarmos outra vez entre a elite. Estes meus jogadores são amadores; alguns são estudantes, alguns trabalham e pagam do seu bolso viagens e material. Estou muito orgulhoso por estarmos pela segunda vez nos quartos de final".

Análise ao Mundial do ponto de vista competitivo e organizacional: "Há três equipas que estão num nível superlativo: Portugal, Espanha e Argentina. E não sou capaz de dizer quem vai ser campeão. A nível de organização, pensei que iam transmitir mais jogo no canal dos Roller Games. Tenho tido feedback de muita gente que se queixa que não pode ver os jogos e quanto ao ambiente sendo este Mundial na Catalunha pensava que ia ter mais gente e a afluência tem sido muito reduzida".

Quantidade de treinadores portugueses no Mundial: "Os treinadores portugueses têm qualidade, ideias, potencial e paixão pelo jogo. Não é fácil estar num projeto no estrangeiro e de lhe dar continuidade por muitos anos. Na América do Sul tenho dificuldade em pôr em prática algumas porque o nível é reduzido...".

Em Portugal joga Castaño. Objetivo passa por colocar mais colombianos na Europa?: "Um dos meus objetivos secundários neste Mundial passa por mostrar que o jogador colombiano tem potencial e que merece uma oportunidade na Europa, sabendo que é mais fácil apostar em argentinos e chilenos".