Premium Benfica a cinco notas e Varandas sem voz

Benfica a cinco notas e Varandas sem voz
Filipe Alexandre Dias

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O JOGO ELÉTRICO - Os ouvidos sportinguistas foram outra vez furados pelo discurso do seu presidente, após os 5-0. Varandas nunca, por nunca, poderia ter dito "não estou preocupado".

ALTA VOLTAGEM - O dérbi dos dérbis será sempre uma campeonato à parte e o Benfica fez história no último duelo entre os arquirrivais da capital. Ao obliterar os leões por 5-0 e erguer a Supertaça (igualando o número de conquistas dos leões), os encarnados atiraram o moral verde e branca para o lixo e mostraram que - mesmo tratando-se de preparação - há diferenças entre quem vence a International Champions Cup e quem não ganha um único jogo de pré-época. E o Benfica nem jogou muito. É como dizia o malogrado J. Geils: "O guitarrista de jazz toca cinco mil notas para cinco pessoas; o guitarrista de blues toca cinco notas para cinco mil pessoas." No dérbi, o Benfica tocou blues num festival algarvio e tocou muito bem.

DISTORÇÃO - Já o escrevi antes e escrevo-o de novo: novos meios de comunicação não têm de ser vistos como ameaça aos que já cá estão a lutar pela sobrevivência e credibilidade do jornalismo. Antes devem ser bem-vindos e chamados ao palco, assim rasguem horizontes com qualidade e lisura. Sobretudo, servem de sério estímulo - no nosso caso - a melhor servir quem pega ou faz tenções de pegar n"O JOGO. Se já se sente informado, então permita-nos, caro leitor, que melhoremos essa especialidade da casa... indiferentemente de ver programas de desporto e mercado na TV, onde há pessoas de bem que vieram dos jornais e gente (não confundir com pessoas) que lê e replica muito bem como se fosse de sua autoria o que já saiu nos jornais. Som limpo é sempre melhor que distorção.