Opinião

PremiumJorge Coroado

§&§$#-se!

Que educação se preconiza para o futebol? Qual a atitude e comportamento que deverão evidenciar os profissionais? Pelo que vemos semanalmente, sobretudo nas ações disciplinares exercidas pelos árbitros, quais virgens cândidas, sobre jogadores, dirigentes e treinadores, tudo nos leva a crer estarmos perante um cenário em que os primeiros pugnam para que os segundos, no relacionamento com eles e os demais intervenientes, tenham cursado Teologia em alguma faculdade autorizada por bispo, eventualmente Filosofia, sejam ordenados diáconos e capazes de viverem em amor como um celibato ao serviço dos outros, duvidando-se mesmo se a castidade não será obrigatória enquanto profissionais do futebol. A forma ligeira, quiçá irresponsável, como é exercida a disciplina perante comportamentos, expressões e gestos menos ortodoxos permite formular juízo de exigência para que um qualquer treinador, dirigente ou jogador, ao enveredar pelo profissionalismo, demonstre ser capaz de provar a si e à comunidade futebolística que pode levar uma vida casta no âmbito social, laboral e intelectual, desnudar-se de comportamentos e expressões mundanas de conteúdo eminentemente proletário, ser feliz e saudável ao fazê-lo. Saber compreender díspares manifestações de alegria, enfado ou simples descompressão é missão de quem dirige um qualquer jogo de futebol. Futebol não é propriamente salão de baile, §&§$#-se!