Premium Rio Ave-Vitória: lugares contados

Rio Ave-Vitória: lugares contados
Jorge Maia

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A interdição da bancada nascente do Estádio do Rio Ave levanta questões

No sábado, durante a antevisão do jogo de ontem com o Vitória de Guimarães, Carlos Carvalhal lamentou a interdição da bancada nascente do Estádio do Rio Ave dizendo que "o espetáculo fica mais pobre". Mais pobre dois mil adeptos vimaranenses, para ser exato. Dos 2500 que tinham comprado bilhete para o jogo da primeira jornada - adiado para ontem pela falta de condições de segurança na bancada nascente -, apenas 400 tiveram direito a bilhete. Cerca de dez por cento da lotação atual do estádio (que ronda os cinco mil lugares), mais do que os cinco por cento exigidos pelo regulamento para os adeptos visitantes, mas muito menos do que seria necessário para responder à procura dos adeptos vitorianos, que manifestaram a sua inevitável insatisfação nas imediações do recinto, apontando à Liga.

Ora, até ver, a Liga fez o que lhe competia para defender os adeptos: foi a Comissão Técnica de Vistorias que detetou problemas na bancada, pedindo um parecer ao Instituto Superior de Engenharia do Porto que acabou por determinar o encerramento da estrutura por questões de segurança. Poderá perguntar-se se, em defesa do espetáculo, a lotação mínima de um estádio da I Liga não deveria ser superior aos quatro mil lugares previstos nos regulamentos, discutir-se se as vistorias não deveriam acontecer mais cedo ou questionar-se o que terá sucedido para que a bancada, usada sem limitações até maio, fosse agora considerada um risco, mas ninguém de bom senso admitiria outra solução depois de ter sido detetado um problema. Sobram entretanto outras preocupações, para além do facto de os espetáculos ficarem mais pobres com apenas 400 adeptos visitantes nas bancadas. Controlar a frustração dos milhares que ficarem à porta não é a menor delas. E no final do mês, o FC Porto visita o Rio Ave...