"Fiquei com medo de estar no sofá e pensar: 'Será que vou acordar?'"

"Fiquei com medo de estar no sofá e pensar: 'Será que vou acordar?'"

De regresso após quatro meses parado devido a uma miocardite, Daniel dos Anjos diz não ter ainda previsão para voltar a jogar. Assume ansiedade e receio: "Pensei: "Será que vou acordar?""

De volta ao trabalho quatro meses depois de ter sido obrigado a parar devido a uma miocardite aguda, como consequência da covid-19, Daniel dos Anjos procura agora o regresso à competição, ainda sem data marcada.

"Não posso dar uma previsão, estou mais perto a cada dia, agora é sem pressa. Tive um período longo sem poder fazer exercício, agora é dia a dia, tranquilamente. Quando estiver apto vão ver. O meu maior desejo agora é poder voltar a fazer uma partida oficial para mostrar a todos que venci", traçou o avançado ao Canal 11, explicando o acompanhamento de que é alvo. "Tenho de medir três vezes de manhã os sinais vitais. Quando chego, no ginásio, no treino... Há um acompanhamento para ver como estão os batimentos cardíacos. Está a dar tudo certo, tudo controlado, semana a semana", referiu.

Assumindo que "um dos maiores receios" que sentiu foi a possibilidade de ser impedido de voltar a jogar futebol, confidenciou ainda: "Fiquei várias dias com muito medo de estar no sofá e pensar, "Será que vou acordar?""

Como tal, teve "muita ajuda da psicóloga" do clube. "Foi um balde de água fria, fiquei muito triste e disparou a angústia. Não foi fácil", disse, contando: "Cada semana tinha uma estratégia."

"Muito feliz por poder voltar a treinar" e a fazer uma "pré-época longa", admitiu que teve "de lutar todos os dias para estar bem", agradecendo o apoio dos colegas.