Rui Costa fala em "filme" e garante: "Não houve intenção de excluir Vieira"

Rui Costa fala em "filme" e garante: "Não houve intenção de excluir Vieira"

Rui Costa concedeu na noite desta quinta-feira uma entrevista a José Alberto Carvalho no Jornal das 8 da TVI.

"A última vez que falou com Vieira: "A última vez que falei com ele foi na véspera de ser detido. Nessa mesma quarta-feira, já não consegui estar com ele."

Detenção de Vieira: "Fiquei perplexo. Jamais poderia adivinhar ou sonhar que naquele dia em que acordei para desempenhar o meu trabalho no Seixal o dia acabasse como acabou, que Vieira acabasse detido. Foi dramático quanto soubemos o que se estava a passar. Infelizmente, o Benfica nos últimos tempos tempos tem tido várias buscas, processos. Não vou esconder que foi um abalo completo".

Processo: "Até hoje não é acusado. Quer para ele, quer para o Benfica, continuamos na esperança que o processo não passe disto. Mas naquele dia foi dramático. Custou até a aceitar a todos o sucedido, demorámos a reagir. Parecia irreal, um filme que não queríamos assistir A minha esperança, quer para Vieira e Benfica, é que o processo não passe disto."

Não citou Vieira no discurso: "Compreendo que para muitos não faça sentido, mas Vieira não foi excluído do Benfica, porque isso nunca será feito. A história dar-lhe-á os seus méritos. Mas naquele momento, e como ninguém está acima do Benfica, foi defender o clube de forma intransigente. Estávamos com o Empréstimo Obrigacionista, a negociar com jogadores, e não o referir não era para excluí-lo, mas para mostrar que não havia um vazio de presidência. Não houve intenção de excluir Vieira. Não esqueço Luís Filipe Vieira, até pela ligação humana que tenho com ele."

Mais Vieira: "Seria o mesmo tumulto se tivesse evidenciado Luís Filipe Vieira naquele dia. Naquele momento pouco importava Rui Costa ou Luís Filipe Vieira, importava a defensa intransigente do Benfica. Tenho a certeza que Luís Filipe Vieira faria o mesmo comigo. Apesar das relações pessoais e reconhecimento que temos uns pelos outros, nenhum de nós está acima do clube. Naquele momento, o clube precisava de ser defendido, de ter alguém que assumisse a responsabilidade de liderar o clube naquele instante e que não o deixasse no vazio."