De traquina nas escolas do FC Porto aos golos marcados fora do campo

De traquina nas escolas do FC Porto aos golos marcados fora do campo

Ivo Rodrigues brilhou na vitória do Famalicão com o Marítimo e fora do relvado tem uma grande preocupação com causas sociais

Quatro anos e meio passaram desde o último golo de Ivo Rodrigues na Liga NOS, então no Arouca. Depois do Paços de Ferreira (2016/17), seguiram-se três épocas e meia no Antuérpia (Bélgica). Tempos de evolução para Ivo, que regressou em janeiro pela mão do Famalicão, por quem se estreou a marcar - com um bis - na goleada (4-0) ao Marítimo.

Natural de Baguim do Monte, Ivo fez a maior parte da formação no FC Porto. Traquina, de quando em vez fazia umas travessuras na escola e o mau comportamento era dado a conhecer a Luís Castro, atual treinador do Shakhtar que era coordenador da formação dos dragões. No clube também fazia asneiras e chegou a estar um mês suspenso, mas a ajuda de José Ferreirinha Tavares e João Brandão fez com que Ivo explodisse, nos Juvenis. Em 2011/12, marcou 29 golos e dois anos depois, ainda como júnior, já jogava na equipa B, treinado por... Luís Castro. Na Bélgica voltou a benefciar da exigência de um bem conhecido do futebol português. Laszlo Boloni, campeão pelo Sporting em 2001/02, treinouo durante três temporadas, Ivo cresceu em aspetos mais táticos do jogo e virou ídolo dos adeptos.

Só que Ivo não brilha apenas dentro de campo. Fora dele preocupa-se com causas sociais, ajuda duas associações de animais e recentemente, com o apoio de Gil Dias, organizou uma recolha de donativos no Famalicão para auxiliar uma família de Joane que ficou sem casa, devido a um incêndio.

"Conheci o Ivo no início de fevereiro quando ele ofereceu bens essenciais para uma família de Barcelos. Entretanto, teve conhecimento de uma família de Joane que tinha ficado sem nada, juntou dois mil euros, comprei eletrodomésticos, bens essenciais e ainda deu para um portátil para uma menina com paralisia cerebral e dois telemóveis para duas irmãs gémeas que têm cancro", conta Tiago Velho, treinador do Bougadense que tem no futebol uma forma de angariar fundos para ajudar quem mais precisa. E Ivo não o deixou ficar mal.