Da Colômbia com muito amor: "Não sonhei que podia chegar tão depressa à I Liga"

Da Colômbia com muito amor: "Não sonhei que podia chegar tão depressa à I Liga"
Hélio Nascimento

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Aponza foi fundamental na vitória do Portimonense e garante que está cada vez mais confiante.

Quando chegou a Portugal, há pouco mais de dois anos, o "menino" Wilinton Aponza, então com 19 anos, estava longe de imaginar que volvido pouco tempo estava a jogar na liga principal e a marcar golos. Do Berço para o Portimonense, convenhamos, a viagem não prima por facilidades. "Ao princípio não sonhei que podia chegar tão depressa à I Liga. Tinha aspirações, claro, mas cada coisa a seu tempo", diz o colombiano a O JOGO, depois das inúmeras felicitações de que foi alvo, graças ao golo e à assistência que foram determinantes para os algarvios somarem a primeira vitória em casa (2-1 ao Santa Clara).

"Pais, tios e primos ficaram muito contentes e não pararam de me dar os parabéns. Todos eles seguem a minha carreira, bem como alguns amigos da Colômbia. Diariamente, falo com a família, que é a primeira a querer saber como correm os treinos e se estou bem. Mesmo antes dos jogos, recebo sempre mensagens que me transmitem muito ânimo", confessa Aponza, agora com 21 anos e a dar asas ao sonho.

O ponta de lança fez o segundo jogo a titular e foi festejar o golo com Paulo Sérgio. "O míster acreditou em mim e deu-me esta oportunidade. Estou grato a ele e ao Portimonense e vou corresponder com trabalho e determinação. Todos os dias ganho mais confiança", sublinha Aponza, definindo-se como um "avançado forte, com bom remate, quer com os pés ou com a cabeça", que joga bem "de costas para a baliza" e que, para além dos golos, gosta de fazer assistências. "Vou melhorar no dia a dia. O Renato e o Fabrício são grandes avançados, mas quero agarrar esta chance. Sei que tenho muita gente a torcer por mim".