Pinto da Costa, o golo de Kelvin e um aviso: "Contra nós faz sempre jogos fantásticos"

Pinto da Costa, o golo de Kelvin e um aviso: "Contra nós faz sempre jogos fantásticos"
Ana Luísa Magalhães

Tópicos

Em novo episódio da série "Ironias do Destino", do Porto Canal, Pinto da Costa recorda o golo de Kelvin no FC Porto-Benfica da penúltima jornada de 2012/13

11 de maio de 2013, o golo de Kelvin: "Foi um jogo muito emocionante, precisávamos de ganhar e, logo no princípio do jogo, sofremos um golo. Tornou-se tudo mais difícil. Empatámos ainda na primeira parte. O Benfica era muito forte, mas conseguimos controlar o jogo, só que o tempo ia passando, ia passando... até aos 92 minutos. Neste momento mágico, o Kelvin acertou mesmo ali no cantinho, era indefensável este remate. Foi uma explosão de alegria, mas não foi só no Dragão, foi em todo o país, todos os portistas vibraram porque foi um momento histórico. Ainda hoje vimos estas imagens e não as conseguimos ver indiferentemente."

O ruído do Dragão: "O estádio estava mais do que lotado, super lotado. Foi uma explosão tão instantânea, toda a gente ao mesmo tempo, que foi um barulho ensurdecedor. Não me lembro de ter visto um momento como este no estádio. Penso que será um dos momentos mais importantes da história deste estádio."

Saída de Vítor Pereira: "Acabou por sair por vontade sua e fez carreira no estrangeiro. Não foi uma carreira brilhante em termos de grandes clubes, mas foi uma carreira muito proveitosa que ele merece. Mereceu bem porque fez aqui um excelente trabalho e depois foi desfrutar dos lucros que estas vitórias lhe proporcionaram. Este foi um momento histórico, não só para o treinador, como para todos. Nenhum jogador mais esquecerá. Às vezes encontramos jogadores que já não estão cá e, quando recordamos este dia, eles sentem realmente uma coisinha especial, é indescritível o que se passou neste dia. Estrelinha? Acho que não, fizemos tudo para ganhar, foi aos 92 minutos, mas tanto vale o golo que se marca no primeiro como no último. A equipa nunca deixou de acreditar, as substituições foram ofensivas, sempre à procura do empate. Houve jogadas fantásticas que mereciam o golo antes."

A chamada de atenção e o travão na euforia: "A partir daquele momento tive de chamar a atenção, porque não tínhamos ganho o campeonato. Ainda faltava um jogo e eu estava preocupado. Lembro-me que fui, no fim, ao balneário e era uma euforia fantástica e eu chamei a atenção de que não tínhamos ganho nada, só tínhamos ganho ao Benfica. No último jogo tínhamos uma deslocação muito difícil ao Paços de Ferreira, que contra nós faz sempre jogos fantásticos, e eu tive de chamar a atenção para travar a euforia, porque ela tinha de ser guardada para oito dias depois, se vencêssemos. Senti uma euforia tão grande, os jogadores sentiram isto de uma forma tão grande, o público estava tão entusiasmado, que foi uma festa como nem a festejar campeonatos eu vi. Durante a semana, o meu trabalho foi chamar a atenção da equipa de que final era o jogo de Paços de Ferreira. Valeu a pena, eles concentraram-se, compreenderam que não tínhamos ganho nada."