"Contestação dos adeptos? Acho que podemos esperar pelo final do jogo"

"Contestação dos adeptos? Acho que podemos esperar pelo final do jogo"

Neto comentou a contestação dos adeptos à Direção, o que se vive dentro do balneário do Sporting e ainda falou sobre Silas.

Novo treinador: entrou com o pé direito. Foi melhor para preparar aquilo que aí vem, naturalmente, estar a trabalhar sobre duas vitórias. As primeiras impressões são boas. O míster tem um discurso diferente, já foi jogador, percebe o que e passa dentro e fora de campo. Deixa-nos bastante à vontade, a nível de campo tenta dar-nos as melhores soluções para melhorar o nosso jogo e agora com a paragem do campeonato temos ai um bom mês para poder aprender o mais rápido possível".

Defesa: "O míster ainda não mudou aquilo que talvez gostaria, atendendo que ele chegou a uma sexta-feira e nós tivemos jogo na segunda-feira, nas Aves, e depois tivemos de fazer recuperação. Também jogámos na quinta-feira, então já tivemos a informação logo no início da semana que os treinos iam ser mais demorados porque iam existir vários inputs de informação que o treinador quer introduzir e acho que as mudanças vêm agora".

Equipa sair a jogar desde trás: "Eu acho que o essencial é acreditar na ideia e depois se no Sporting, numa equipa grande, temos problema ou temos essa situação de estarmos mais apertados ou não é um problema que não se pode colocar. Temos de ter personalidade e ter qualidade para entrar no sistema. É um processo que leva tempo, que toda a gente tem de começar a entrar e acho que com a paragem vamos ter uma maior noção daquilo que o míster quer e temos de melhorar o nosso jogo, obrigatoriamente".

O que se vive dentro do balneário: "O balneário do Sporting funciona como uma família. Naturalmente, no jogo contra o Aves, marcámos o golo e o Bruno foi do lado onde estavam todos os adeptos. Naturalmente, depois da fase que o Sporting atravessava a nível de resultados, deu-nos um conforto diferente, mais como alívio o golo e cada um festejou à sua maneira. Uns mais contidos. Foi uma vitória, mas não é que tenha camuflado tudo aquilo que tínhamos vivido no jogo anterior. Já no jogo da Liga Europa foi diferente, dar uma reviravolta. Aquilo que presencio todos os dias é que lutamos todos para o mesmo lado. Às vezes as coisas não funcionam tão bem, mas o mais importante é que no momento do festejo estamos todos lá".

Parte psicológica: "Acho que se existe melhor altura para ter a paragem, é agora. Ter as duas vitórias, trabalhar sobre duas vitórias nunca é o mesmo. Um clube como o Sporting, com o período que tivemos mesmo para os jogadores, em que o normal seria ganhar o jogo contra o Rio Ave em casa, mas o momento fez com que fossemos azarados nesse jogo, e não acredito que voltasse a acontecer. Mas agora queremos entrar numa série em que prestigie o clube onde estamos. Para mim o essencial é a união do grupo, com todos a rumar para o mesmo lado e isso sempre existiu e agora com vitórias certamente o rumo será risonho".

Readaptação ao futebol português: "Eu achei sempre que quando estive fora, ir para o meu país, não considerava como mudança, mas passados três meses era como se tivesse ido para Espanha, Itália,... Naturalmente que temos de nos habituar, estive oito anos fora, mas é uma realidade que me agrada. O desafio foi várias vezes pensado e decidido com todas as pessoas com quem tinha de decidir e estou muito feliz por ter este desafio".

Futebol em Portugal: "Eu jogava de maneira diferente no Nacional. Aqui os jogos são todos para ganhar, no campeonato, no Nacional sim, mas de maneira diferente. Acho que sempre foi um campeonato com muita qualidade técnica, até mais do que o campeonato russo e cada vez mais as equipas estão muito organizadas, vemos agora que mesmo os grandes estão a ter dificuldades com as equipas que não lutam pelos mesmo objetivos, porém tem-me agradado bastante".

Não está na lista da Seleção Nacional. O Sporting foi a escolha certa?: "Sem dúvida. Para mim sim. É um desafio. Foi uma decisão tomada e repensada várias vezes. Eu tomei-a em janeiro e achei que era a melhor altura para voltar. Queria isto para a minha carreira. Disse várias vezes, quando estava fora, que tinha o sonho de representar um grande e sem dúvida que estou num. Apesar destes três meses, de alguns altos e baixos que a equipa teve, não dou nenhum passo atrás. Ainda hoje tenho a certeza que foi a melhor decisão que tomei".

Contestação à Direção chega ao campo? Causa instabilidade na equipa?: "Acho que, quando jogamos em Alvalade, jogamos em casa e eu respeito muito a opinião dos adeptos. Pessoalmente tenho recebido muito apoio dos adeptos desde que cá cheguei. Agora, é normal que cada um sinta de maneira diferente no campo e depois seja extensível aos outros. Se é audível na televisão, naturalmente que é audível no estádio. Por muito que um jogador se prepare, é normal que alguma coisa fique no campo. Podemos todos ter a nossa opinião, mas acho que podemos esperar pelo final do jogo, dar um pouco de estabilidade à equipa e ver se isso não tem a influencia negativa que tem tido em Alvalade".