"Vejo o Rúben Dias como um exemplo. É um grande amigo"

"Vejo o Rúben Dias como um exemplo. É um grande amigo"
João Fernando Vieira

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Da Liga Revelação até à Superliga da Suíça. O central Hélder Baldé, de 23 anos, contou a O JOGO a importância da prova para os mais jovens e revelou que Rúben Dias lhe marcou a carreira

Hélder Baldé, defesa-central de 23 anos, é natural de Lisboa e vestiu as camisolas das seleções nacionais de sub-19 e de sub-20. O jovem passou pela formação do Benfica e estreou-se na I Liga pelo Aves, mas foi na Liga Revelação, também ao serviço dos avenses, que Baldé se mostrou um jogador promissor e deu o salto. O lisboeta sublinha a importância da prova para os atletas mais jovens e refere que há cada vez mais jogadores a brilhar, prontos para subirem a outros patamares. "Está à vista de todos o peso da Liga Revelação. Tem tido muita visibilidade e isso é uma motivação constante para os jogadores, que sabem que estão a ser observados. São cada vez mais os atletas que saem de lá para clubes de alto calibre", constata o defesa.

Descrevendo-se como um central veloz, Baldé gosta dos duelos físicos e individuais - com 1,96 metros, o internacional jovem português mostra-se imperial no jogo aéreo - e tenta fazer disso a sua maior arma. Dos tempos de águia ao peito, o central realça um nome que lhe deixou uma marca na carreira: Rúben Dias. "Ele marcou-me muito", vinca o jogador do Lugano, orgulhoso pela carreira que o internacional português está a construir. "Vejo o Rúben Dias como um grande exemplo. É um grande amigo e ajudou-me bastante nos tempos do Benfica. É um líder nato e cresci muito com ele. Merece ter muito sucesso ", afirma sobre o internacional português do Manchester City.

Antes de rumar a Lugano, o central viveu uma época "bastante atribulada" no Aves e, apesar da estreia na I Liga pela equipa principal, o jovem não esquece os "tempos difíceis" que viveu no clube. "Certamente que o Desportivo das Aves irá marcar a minha carreira. Foi lá que fiz a estreia na I Liga, mas foram tempos bastante difíceis. Recebíamos sempre os salários com atraso e as condições de trabalho não eram as melhores", recorda.