Há um clube em Portugal que completa um ano sem derrotas: "Diziam que íamos descer..."

Há um clube em Portugal que completa um ano sem derrotas: "Diziam que íamos descer..."

Castro Daire sofreu o último desaire na época passada, em Valadares.

Faz esta terça-feira um ano da última derrota do Castro Daire em jogos oficiais.

Desde então, a formação da série D do Campeonato de Portugal somou 14 vitórias e oito empates e para a efeméride contribuiu o fim antecipado do CdP em 2019/20. O Valadares foi o último clube a conseguir bater o conjunto de Vasco Almeida e foi curiosamente perante os gaienses que o Castro Daire entrou a ganhar (2-0) na nova época. Trata-se mesmo do clube que está há mais tempo sem perder nos escalões nacionais.

"Só vamos ter noção do nosso feito quando começarmos a perder. Em 2019/20 muitos diziam que o Castro Daire ia descer. Temos consciência das adversidades que nos rodeiam, mas somos persistentes e transportamos para os jogos a alma serrana que nos caracteriza", comenta Vasco Almeida, admitindo que é uma façanha para um dia "contar aos netos". "A covid ajudou um bocadinho, mas estar um ano sem perder é inacreditável. O plantel sabe das dificuldades que temos, ainda para mais numa série com nove clubes profissionais, todos eles assumiram o desejo de subir à II Liga ou à Liga 3. Quer isto dizer que numa série onde descem quatro, um destes clubes que quer subir vai descer aos Distritais", acrescentou o técnico que é professor de Educação Física.

Gonçalo Matos, presidente, dá "todo o mérito" aos "treinador e jogadores". Porém, tem feito contas à vida com a covid-19. "Temos que ter um rigor muito maior nas contas. O público valia-nos, em média, 850 euros por jogo. Ou seja, 850 euros vezes onze jogos em casa dava-nos cerca de 10 mil euros, que dá para pagar um mês do orçamento do plantel. Promovemos a transmissão dos nossos jogos no Facebook onde divulgamos as marcas que nos apoiam para tentar manter a visibilidade das mesmas", referiu.

Apesar da façanha, o Castro Daire só pensa na permanência. "Se ficarmos no CdP será um feito muito grande", observa Vasco Almeida. "Temos que nos consolidar e daqui a uns anos pensar em algo mais", remata Gonçalo Matos.