Final da Champions: PSP garante que não recebeu indicações do Governo sobre valências policiais

Final da Champions: PSP garante que não recebeu indicações do Governo sobre valências policiais

PSP garante não ter recebido indicações de "qualquer membro do Governo relativamente ao emprego de qualquer valência policial", assegurando que "detêm conhecimento e autonomia operacional"

Na sequência de notícias publicadas sobre o emprego de valências policiais, ainda relativamente à operação da final da Liga dos Campeões, a PSP emitiu um comunicado esta terça-feira no qual esclarece que não lhe foi dada "qualquer indicação, por parte de qualquer membro do Governo, relativamente ao emprego de qualquer valência policial da PSP, nomeadamente da subunidade operacional Corpo de Intervenção, da Unidade Especial de Polícia".

Essa indicação, garante a PSP, não poderia ter sido dada, pois "atua dentro de um quadro doutrinário consolidado e detém o conhecimento e a autonomia operacional e tática nas operações policiais que executa".

A PSP considera ainda que a operação da final da Liga dos Campeões foi "um sucesso, na perspetiva da manutenção da segurança e ordem públicas".

Comunicado na íntegra:

"Operação Policial da Final da Liga dos Campeões - Notícias sobre o emprego de valências policiais
Relativamente ao assunto em título e na sequência de notícia publicada no jornal Inevitável, no dia 31 de maio, sob o título "Marchas populares sem estatuto de campeãs", depois replicada noutros órgãos de comunicação social, a Polícia de Segurança Pública (PSP) esclarece e informa:

1. Não foi dada à PSP qualquer indicação, por parte de qualquer membro do Governo, relativamente ao emprego de qualquer valência policial da PSP, nomeadamente da subunidade operacional Corpo de Intervenção, da Unidade Especial de Polícia.

2. Tal indicação não foi nem poderia ter sido dada, pois a PSP atua dentro de um quadro doutrinário consolidado e detém o conhecimento e a autonomia operacional e tática nas operações policiais que executa, decidindo quais as valências que aciona e como as emprega.

3. A PSP implementou e tem consolidada uma doutrina relativa ao uso da força pública e ao emprego gradativo dos níveis de intervenção de que dispõe, em que basicamente os níveis de força empregues são correspondentes aos graus de ameaça verificados.

4. A larga experiência que a PSP tem na segurança de grandes eventos, nomeadamente desportivos, envolvendo adeptos ingleses, associada à avaliação de risco efetuada, ditou que fosse adotado um dispositivo de alta visibilidade mas de baixa ostensividade, que levou a que a subunidade operacional Corpo de Intervenção, da Unidade Especial de Polícia, estivesse sempre presente, mas discretamente posicionada.

5. A generalidade das desordens verificadas ocorreram entre adeptos, sem atos violentos diretamente dirigidos aos polícias ou a terceiros, sendo rapidamente resolvidos sem necessidade de recorrer a meios policiais mais "pesados".

6. Novamente a PSP salienta o sucesso da operação policial em questão, na perspetiva da manutenção da segurança e ordem públicas, o que apenas foi possível devido ao profissionalismo e elevado desempenho de todos os polícias que integraram o policiamento, independentemente das suas categorias hierárquicas e funções desempenhadas."