Alejandro Valverde planeia retirar-se este ano com glória nos Jogos Olímpicos

Alejandro Valverde planeia retirar-se este ano com glória nos Jogos Olímpicos
Redação com Lusa

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Ciclista de 40 anos da Movistar tem 127 vitórias no currículo, foi campeão do mundo de fundo em 2018 e venceu a Volta a Espanha em 2009.

O veterano ciclista espanhol Alejandro Valverde (Movistar) anunciou esta quinta-feira a intenção de retirar-se no final desta temporada, na qual os Jogos Olímpicos Tóquio'2020 são o seu principal objetivo.

Na apresentação oficial da equipa espanhola, Valverde, que em abril fará 41 anos, declarou que enfrenta "motivado" aquela que, presumivelmente, será a sua última época como ciclista profissional, confessando que espera subir ao pódio nos Jogos Olímpicos, agendados para o verão.

"É um ano muito bonito e muito especial, vamos ver se podemos correr tudo. O objetivo são os Jogos Olímpicos e alcançar aí o melhor resultado possível", sustentou, admitindo que uma das suas últimas provas será a Volta a Espanha.

Profissional desde 2002, o murciano de 40 anos tem 127 vitórias no seu palmarés, incluindo o título de campeão do mundo de fundo (2018) e o triunfo na Vuelta de 2009.

Com Valverde centrado nos Jogos Olímpicos, a liderança da Movistar na Volta a França caberá a Enric Mas e a Miguel Ángel López, com o duo a repetir o estatuto na Vuelta. No Giro, será Marc Soler o chefe de fila da formação espanhola, que contará ainda com o português Nelson Oliveira.

"É um ano especial depois daquilo que vivi em 2020. Os objetivos são o Tour e a Vuelta e tentarei dar o meu melhor", afirmou Soler, ciclista espanhol, de 26 anos, que no ano passado terminou as provas francesa e espanhola na quinta posição.

Enric Mas dividirá a liderança com a nova estrela da equipa, o colombiano Miguel Ángel López, que este ano trocou a Astana, equipa que representou durante seis temporadas, pela Movistar e que, curiosamente, ficou atrás do seu agora companheiro espanhol na geral do Tour de 2020.

"Vi o percurso do Tour. No papel, não parece tão duro como o último, porque no ano passado houve muitos finais em alto. Ultimamente, estamos a viver um ciclismo com muitas diferenças no contrarrelógio e o trabalho que tenho de fazer é tremendo. Tenho de dar um salto de qualidade no 'crono' e ficar mais perto dos rivais", analisou López, que perdeu o pódio na 'Grande Boucle' precisamente no contrarrelógio do penúltimo dia.

O colombiano, que está infetado com o novo coronavírus, assistiu à distância à apresentação virtual da equipa, realizada a partir de Madrid, ouvindo remotamente as perspetivas do "patrão'" da Movistar.

"Em 2020, salvámos um ano crítico e esperamos que este ano melhore. Estamos perante um ano especialmente ambicioso e estou muito entusiasmado", disse Eusebio Unzué.

A Movistar teve um 2020 (quase) para esquecer, com apenas duas vitórias em toda a temporada, mas conseguiu conquistar a classificação por equipas no Tour e na Vuelta.