"Se o hóquei começar amanhã, a equipa está preparada"

"Se o hóquei começar amanhã, a equipa está preparada"

José Dias, presidente do Valongo, já tem a equipa a treinar em Sobreira, enquanto a autarquia ajuda a requalificar o piso do pavilhão municipal

O Valongo já treina a pensar na próxima época, depois de já ter a equipa fechada há semanas, sendo a maior novidade a contratação de Edo Bosch para o comando técnico e de Ricardo Silva para a baliza.

A O JOGO, o presidente José Dias adiantou que o plantel "tem estado em Sobreira [protocolo com CP Sobreira]" e revelou mesmo que "se o hóquei começar amanhã, a equipa está preparada." Otimista, apesar da incerteza que rodeia a pré-época e o início de 2020/21, o dirigente fala em corte orçamental, mas acredita que os clubes vão sobreviver: "O orçamento do ano passado seria de cerca de 300 mil euros e vai baixar bastante. Não podia ser de outra forma. Neste atual cenário, já perdemos dois patrocinadores, embora estejamos a fazer tudo para conseguir novos apoios; a ideia seria em vez de dois, três grandes sponsors, termos uns dez pequenos patrocinadores. Os tempos vão ser difíceis, mas creio que os clubes vão aguentar-se." A Câmara, uma das fontes de apoio, vai financiar a requalificação do piso, "uma atitude que ajuda muito o Valongo, estamos a falar de uns 70/80 mil euros", como adiantou José Dias.

Com cerca de 200 praticantes entre camadas jovens e equipa principal, o Valongo, com todos os restantes clubes, aguarda para ter informações sobre o planeamento de 2020/21: "Na formação, sabemos que vamos perder alguns jogadores, porque o treinador dos juniores saiu para a Oliveirense [Raul Alves fará parte da equipa de Paulo Pereira e coordenará a formação em Oliveira Azeméis] e vai levá-los com ele. Esperemos que a nossa formação possa competir e treinar sem problemas para o ano, sendo que não sabemos nada sobre como nem quando a época vai acontecer e isso é importante, especialmente para dar ânimo a quem já está a trabalhar."

Em 2020/21, "a extinção da equipa de sub-23 e da equipa B insere-se no plano de redução orçamental", depois de uma baixa salarial ter sido aplicada à equipa sénior, "com a compreensão dos jogadores."

"Jogar à porta fechada vai custar"

José Dias Empilhadores é a empresa do presidente que também apoia o clube, à semelhança de outros dirigentes na I Divisão. Fá-lo "por paixão", a mesma que faz do Valongo um dos emblemas históricos do campeonato que enche o seu pavilhão em todos os jogos em casa. "A ideia de jogar à porta fechada é algo que nos vai custar. Não só pela bilheteira, em que, em média, poderemos estar a falar de 1500 euros por jogo, mas porque ver tudo cheio à volta dá outra força. Não é por acaso que por cima da bancada diz: Bem-vindos ao inferno de San Siro", remata.