Mazda MX-30: um elétrico que se sente

Mazda MX-30: um elétrico que se sente
Carlos Flórido

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Os tempos são de mudança e até o pequeno construtor japonês decidiu lançar o seu primeiro modelo elétrico.

A Mazda sempre privilegiou o prazer da condução, filosofia que a tem levado a apostar na evolução de motores tradicionais e na beleza e qualidade dos seus produtos, ao invés do investimento em novas tecnologias da maioria dos concorrentes. Mas os tempos são de mudança e até o pequeno construtor japonês decidiu lançar o seu primeiro modelo elétrico. Chamou-lhe MX-30 e só chega no outono de 2020, já estando disponível para pré-encomendas em Portugal, embora ainda não se conheça o preço definitivo - irá rondar os 35 mil euros e aos interessados basta depositar mil euros, reembolsáveis mesmo que se desista da compra.

Tratando-se de um SUV, as linhas e dimensões (4,395 metros de comprimento) são herdadas do novo CX-30, mas com diferenças notórias na dianteira, numa evolução do famoso design Kodo, e uma inovação total nas portas, pois a traseira é um pequeno "portão" que abre para trás, como acontecia no antigo RX-8. Onde a Mazda segue um caminho diferente dos concorrentes é na ideia do motor. Enquanto a maioria se preocupa com o aumento da autonomia, o construtor japonês propõe 200 quilómetros, considerados suficientes para os 48 quilómetros de deslocações médias diárias dos europeus, e aposta... no prazer da condução.

Com uma bateria de 35,5 kWh, o MX-30 ainda não tem indicação de potência, mas deverá ser de 141 cavalos e o binário do motor estará sincronizado com um sistema de som eletrónico, para o que o condutor o possa "sentir". "Os objetivos para o nosso primeiro elétrico foram bem definidos aos engenheiros: teria de se destacar no design e ter ótima condução", reforçou Yasuhiro Aoyama, presidente da Mazda Europa.