MotoGP: Grande Prémio da Finlândia, previsto para julho, adiado para 2023

MotoGP: Grande Prémio da Finlândia, previsto para julho, adiado para 2023
Redação com Lusa

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Devido à falta de homologação do circuito e à situação geopolítica.

O Grande Prémio da Finlândia de MotoGP, previsto para 10 de julho, foi adiado para 2023, devido à falta de homologação do circuito e à situação geopolítica, anunciou a organização do Mundial de motociclismo de velocidade.

O Grande Prémio da Finlândia marcava o regresso da categoria "rainha" do motociclismo de velocidade ao país após 40 anos, como 12.ª prova do calendário, agora reduzido a 20 corridas.

"Os trabalhos de homologação do KymiRing, juntamente com os riscos causados pela atual situação geopolítica na região, obrigam, infelizmente, ao cancelamento do Grande Prémio da Finlândia de 2022. As circunstâncias atuais provocaram atrasos e colocaram em risco os trabalhos em curso no circuito", explicaram, em comunicado conjunto, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), a IRTA (a associação das equipas) e a Dorna Sports, promotora do campeonato.

A corrida prevista para o próximo dia 10 de julho, que ainda estava sujeita à homologação do KymiRing, inaugurado em 2019, promovia o regresso do MotoGP à Finlândia, que já tinha integrado os calendários de 2020 e 2021, tendo ambas as provas sido canceladas devido à pandemia de covid-19.

"Todas as partes concordaram que a estreia da pista deve ser adiada para 2023, quando o MotoGP espera regressar à Finlândia, pela primeira vez em quatro décadas. Desta forma, o calendário final do campeonato do mundo de MotoGP de 2022 vai incluir 20 provas", conclui a organização.

As anteriores edições do Grande Prémio da Finlândia foram disputadas em Tampere, em 1962 e 1963, e Imatra, até 1982.

Em 18 de maio último, a Finlândia, juntamente com a Suécia, entregou o pedido de adesão à NATO, concretizando uma intenção manifestada por Helsínquia desde o agravamento da segurança causada pela guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em 24 de fevereiro.

O pedido de adesão à NATO visa garantir uma proteção contra uma eventual agressão russa, que rejeita a instalação de bases da Aliança no território de qualquer país com quem tenha uma longa fronteira comum.

A Rússia partilha 1.340 quilómetros de fronteira terrestre com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.

Antes da invasão da Ucrânia, a Rússia exigiu à NATO a proibição da entrada do país vizinho na organização e o recuo de tropas e armamento dos aliados para as posições de 1997, antes do alargamento a leste.