Exclusivo Olhos nos olhos, que também somos grandes!

Olhos nos olhos, que também somos grandes!
Carlos Flórido

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Portugueses foram mais rápidos, correram mais e marcaram dois golos acima dos 130 km/h. O salto de qualidade do andebol nacional ficou bem expresso nos números frente à França

Quando, ao intervalo, vi as caras fechadas dos jogadores portugueses, que ganhavam por 12-11 mas queriam ter ido para o descanso com os três golos de vantagem que haviam conseguido três minutos antes frente à França, percebi que se ia fazer história na abertura do Europeu de andebol. Portugal cresceu e estava a olhar nos olhos para as estrelas francesas, que só tinham reduzido por contarem com Nikola Karabatic.

Se a França tinha um "Ronaldo" - Karabatic foi eleito o melhor do mundo em 2007, 2014 e 2016 - e Portugal não contava com o seu, devido à lesão prolongada de Gilberto Duarte, o primeiro jogo do andebol nacional numa fase final, após 14 anos de ausência, deu para mostrar tudo o que a modalidade evoluiu entre nós e nem foi necessário um Éder no momento decisivo.