Se calhar há insubstituíveis

Carlos Flórido

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No desporto português não há muitos mais Mários Santos

Mário Santos é uma das melhores revelações do dirigismo português nos últimos anos. Não preciso de procurar adjetivos para o elogiar, pois basta recuperar alguns exemplos do seu trabalho. Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem desde 2004, já viu os seus atletas conquistarem 76 medalhas internacionais, contra 21 em toda a anterior história da modalidade. Chefe da Missão Olímpica para Londres, conseguiu passar a imagem de uns Jogos pacíficos, embora não totalmente positivos a nível desportivo, quando a realidade é que, excetuando a canoagem - que coincidência! -, os resultados foram em regra desastrosos e Portugal ainda superou a bronca da brasileira naturalizada da vela que desapareceu na hora de competir. Bastam estas pequenas histórias para se perceber ser Mário Santos o líder de uma nova geração do dirigismo português que se pauta pelo trabalho e pela competência. Ao concluir que estava a prejudicar seriamente a sua vida pessoal, ao somar-lhe as constantes desconsiderações da sua canoagem na distribuição de dinheiros por parte da tutela, ao perceber que a crise nunca acaba para uma federação gerida com tostões, decidiu afastar-se. É bom que o recuperem. No desporto português não há muitos mais Mários Santos!