Exclusivo Bom senso

Jorge Maia

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O futebol tem o dever de respeitar o voto de confiança que lhe permitiu continuar quando tudo teve de parar.

1 Numa altura em que Portugal se destaca pela negativa como o país do mundo com mais casos novos de covid-19 "per capita" e o Governo anuncia o reforço das medidas de confinamento geral numa tentativa desesperada para achatar a curva e evitar o colapso do SNS, qualquer decisão mais ou menos polémica que coloque em causa a credibilidade das autoridades de saúde é, no mínimo, irresponsável.

Os clubes - todos, sem exceção nem distinção por cores - têm o direito de defender os respetivos interesses, mas muito acima disso têm o dever de respeitar o voto de confiança que foi dado ao futebol em geral para que pudesse continuar numa altura em que quase tudo teve de parar e, sobretudo, têm a obrigação de não contribuir para a confusão.