Euro 2020: que mais pode o andebol fazer?

Euro 2020: que mais pode o andebol fazer?
José Manuel Ribeiro

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Portugal tem de perceber o momento único que a Seleção atravessa e entrar no jogo

Não sabemos quantas vezes se dará esta tempestade perfeita que está a conduzir o andebol nativo, e que faz coincidir duas equipas finalmente rodadas ao mais alto nível internacional (FC Porto e Sporting) com uma nova geração de jogadores (André Gomes, Luís Frade e outros que estão prestes a aparecer), por isso seria bom que Portugal ganhasse consciência desta oportunidade e desse o relevo justificado ao campeonato da Europa.

O arranque, com uma nova vitória sobre a França (já acontecera no apuramento), tem de ser devidamente enquadrado: os franceses foram campeões da Europa em 2006, 2010 e 2014, campeões olímpicos em 2008 e 2012, campeões do mundo em 1995, 2001, 2009, 2011, 2015 e 2017, sem esquecer sete medalhas de bronze e duas de prata. E a vitória cresce em importância por ter sido a segunda desde abril de 2019, quando a Seleção bateu os franceses em casa por 33-27, na fase de qualificação. Está a acontecer algo de monumental e muito raro nas modalidades coletivas portuguesas, tirando o futebol e o hóquei. Saibamos nós compreender este momento excecional.