Manuel Queiroz e José Manuel Freitas: duas vozes independentes

Manuel Queiroz e José Manuel Freitas: duas vozes independentes
José Manuel Ribeiro

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Parte um fundador d'O JOGO e entra outro. Em comum, têm a bagagem e, acima de tudo, a autonomia que é obrigatória no bom jornalismo

Ontem, o jornalista Manuel Queiroz assinou o último texto da sua segunda passagem por um jornal que ajudou a fundar. Parte para outro projeto depois de ter contribuído para elevar o jornalismo que aqui se faz e também para criar em mim, pessoalmente, uma grande aversão por outros jornalismos que, ao desrespeitarem profissionais exemplares e independentes, escancaram as suas próprias fraquezas de caráter.

O Manuel Queiroz tem uma autonomia inexpugnável, uma imensa bagagem, raciocínio, contactos, capacidade de trabalho e uma escrita clara. Reforço: autonomia e independência. Que são cristalinos para quem o lê e ouve de boa-fé. O JOGO agradece-lhe pela sabedoria que trouxe e pelo grande modelo que foi e continuará a ser, porque ninguém aqui deixará de o ler nem de o ouvir.

Parte um fundador, regressa outro. O jornalista José Manuel Freitas está na história d"O JOGO desde o primeiro dia, tal como o Manuel Queiroz. Um em Lisboa, o outro no Porto. Entretanto, o Zé Manel conheceu vários outros títulos, incluindo "Record", "A Bola", uma segunda passagem por este jornal e algumas aventuras televisivas, a última das quais na SIC. Para um olhar honesto e equilibrado, a liberdade que tem na voz é tão evidente como a do colunista que vem substituir.

Partilhei com ambos uma parte do percurso nacional e internacional que lhes enche o currículo e que lhes dá uma autoridade inquestionável, em particular no futebol. O José Manuel Freitas traz-nos um profundo conhecimento de causa, profissionalismo, perspicácia e, acima de tudo, mais uma garantia - a juntar à de todos os jornalistas e colunistas que aqui escrevem - de que n"O JOGO o pensamento continuará a ser livre e independente.