Premium Ronaldo e Pizzi na quinta dimensão

Ronaldo e Pizzi na quinta dimensão
José Manuel Ribeiro

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O melhor finalizador da história continua a humilhar os ateus que lhe restam. Pizzi já pede um altar só para ele

1. Com atraso, porque a sexta-feira 13 foi na semana passada, este artigo versa o sobrenatural. O salto (descolagem?) de Cristiano Ronaldo para o segundo golo da Juventus à Sampdória e o momento de forma de Pizzi, no Benfica, encaixam bem na definição. Não é que fosse imprescindível, mas Ronaldo vai ferindo regularmente a sanidade que resta aos seus ateus em gestos que o impõem como o melhor finalizador da história do futebol (já o segundo golo à Udinese, de reflexo e na passada, tinha sido de loucos).

Aquele cabeceamento diz tudo: talvez haja quem salte tão alto, talvez haja quem cabeceie com tanto talento, talvez haja quem cheire o jogo com tanta clareza; talvez haja jogadores tão rápidos a matar um defesa; mas para fazer aquele golo era preciso o arsenal completo, e nunca houve um atacante tão bem armado para a função como Cristiano. É um facto. Como é um facto a forma prodigiosa de Pizzi, mais notória ainda num jogo como este, com o Braga, em que outros setores da equipa do Benfica baixaram uns degraus no rendimento.