Premium Depois do primeiro golo, tinha de entrar Jardel

Depois do primeiro golo, tinha de entrar Jardel

Durante 90 minutos, o jogo correu bem ao Benfica, mesmo com Taarabt num lugar estranho ao lado de Gabriel

Não foi com certeza por acaso que, ao ver o Benfica ontem, pela primeira vez pareceu, não jogar melhor, mas jogar de forma mais adulta do que o adversário. Criou perigo quando atacou, soube defender quando tinha de defender, soube tentar congelar o jogo com lesões bastante oportunas, não pareceu uma equipa de juniores como noutras vezes. Mas, por uma vez, a liderança no banco foi muito aproximativa: depois do primeiro golo de Forsberg, tinha de entrar Jardel. E a terceira substituição só aconteceu depois do empate - entrou Jota... Faltou ali qualquer coisa, faltaram mais uns maduros. E o treinador podia ter ajudado.

Durante 90 minutos, o jogo correu bem ao Benfica, mesmo com Taarabt num lugar estranho ao lado de Gabriel. Mas era tudo gente alta e forte, a ocupar mais espaço físico, a ganhar muitos duelos, notando-se confiança entre os jogadores mesmo quando os passes saíam mal. Faltaram os outros seis minutos, porque do outro lado estava uma equipa forte - embora menos do que habitualmente, com muitos problemas na defesa, onde Ampadu fez o primeiro jogo a titular no RB Leipzig e Upamecano nem deveria ter jogado. E a quem um ponto bastava para conseguir um feito inédito - passar à fase a eliminar. Ou seja, havia um prémio grande ali à mão mesmo a 0-2. E chegou lá e nem se pode dizer que não o mereceu, pelo volume de jogo. Porque empatar em Leipzig é um bom resultado, sempre. Só que depois de estar a ganhar 2-0 aos 90" fica sempre aquele sabor... mas basta ver quantos jogos ganhou o Benfica fora de casa nos últimos anos para se perceber isso.