Confiança evidente na gestão de Pedro Proença

Confiança evidente na gestão de Pedro Proença
Sónia Carneiro

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LIGA-TE - A Assembleia Geral da Liga reconheceu a necessidade de mudar o modelo de governação.

"Quem não perceber que nunca mais o Mundo será como o conhecíamos, não está a perceber nada do que nos está a acontecer..." Foi assim que comecei o meu artigo, logo após ter sido decretado o estado de emergência.

A anunciada retoma aconteceu e a bola já rola, já houve grandes golos, defesas espetaculares, grandes momentos de futebol... também houve vitórias, empates e derrotas, penáltis, livres e trivelas... Tudo o que enriquece o futebol.

E porque voltámos a ter matéria para falar de futebol, as lateralidades perderam a relevância que não mereciam e calaram-se as vozes que se escondiam atrás dos monitores.

Isso foi visível na assembleia geral desta semana. Com as cortinas já abertas sobre o espetáculo que nos une, de viva voz, olhos nos olhos, o Presidente da Liga pôde explicar aos associados cada uma das decisões que a sua Direção, composta por clubes, se viu obrigada a tomar.

Em cinco anos, os membros deste órgão souberam despir a veste da parcialidade e pensar estrategicamente o futebol nacional, deixando de lado interesses egoísticos e subordinando-os aos coletivos. Porém, a pandemia veio revelar que o tempo das decisões operacionais imediatas e das medidas ágeis para estancar os prejuízos que se avolumavam, não se compadece com a convocação, com dois dias de antecedência, de reuniões formais; não se compadece com a necessidade de convocar uma reunião magna de clubes em tempos que vedam as aglomerações.

É certo que as decisões foram tomadas, mas, pela primeira vez, assistimos a votos guiados pelo interesse individual, abrindo-se o campo à litigância dilatória e fundada em argumentos dúbios, com prejuízo dos recursos humanos, de tempo e financeiros da Liga e dos seus Clubes.

Ficou evidente, e a Assembleia Geral reconheceu-o, a necessidade de mudar o modelo de governação para passarmos a ter uma gestão corporate, empresarial, inteiramente profissional.

Mas ficou também evidente a confiança na gestão de um Presidente que levou a Liga aos melhores resultados da sua história, assim como a união demonstrada pela ratificação de todas as decisões da Direção neste período. As mesmas que permitiram o regresso da competição aos ecrãs de TV, em Portugal, em Espanha e no mundo, preparando o caminho para que possamos alcançar, mediante a diminuição dos números de novos infetados, que os estádios voltem a ter uma moldura humana.

Se não se perderem nas brumas das memórias as lições deste período, com um novo modelo de governação, esperam-nos renovados tempos de sucesso para a Liga Portugal.